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HISTÓRIA
O município de Barreirinha, localizado no estado do Amazonas, possui origens ligadas ao processo de ocupação da região do Baixo Amazonas, às margens do rio Andirá, importante afluente do rio Amazonas. A região foi inicialmente habitada por povos indígenas, especialmente da etnia Sateré-Mawé, que ainda hoje possuem forte presença cultural e territorial no município.
Durante o período colonial, missionários e exploradores portugueses passaram a estabelecer pequenos núcleos de povoamento ao longo dos rios da região, com o objetivo de catequizar as populações indígenas e consolidar a presença portuguesa na Amazônia.
O povoado que deu origem ao atual município surgiu a partir dessas primeiras ocupações ribeirinhas, desenvolvendo-se gradualmente por meio da atividade extrativista, da pesca e da agricultura. O nome Barreirinha tem origem nas formações naturais de barreiras de terra e argila encontradas às margens dos rios da região, características marcantes da paisagem local.
Administrativamente, a localidade esteve vinculada por muitos anos ao município de Parintins, do qual foi posteriormente desmembrada. O município de Barreirinha foi oficialmente criado em 31 de dezembro de 1955, por meio de legislação estadual, consolidando sua autonomia político-administrativa.
Com o passar dos anos, o município consolidou-se como um importante polo regional, destacando-se pela sua cultura tradicional, pela forte presença das comunidades indígenas e ribeirinhas e por eventos culturais de grande relevância.
Entre as manifestações culturais mais conhecidas está o Festival Folclórico de Barreirinha, marcado pela disputa entre os bois-bumbás Touro Branco e Touro Preto, evento que atrai visitantes de diversas regiões e reforça a identidade cultural do município.
Atualmente, Barreirinha integra a região do Baixo Amazonas, possuindo uma economia baseada principalmente na pesca, na agricultura familiar, no comércio local e em atividades ligadas à cultura e ao turismo regional.
HINO
Com fevor e carinho exultamos,
Quando ousamos teu nome invocar;
E da pátria, o chamado escutamos,
Que nos manda por ti trabalhar.
No fulgor do teu céu luminoso,
Barreirinha, minha terra traduz;
Um futuro que vemos ditoso,
Neste anseio de paz e de luz.
Terra amiga, ó! Terra de bondade,
De teus filhos vibra belo porvir;
Na exuberância do nosso Amazonas,
Pro futuro do nosso Brasil.
No fulgor do teu céu luminoso,
Barreirinha, minha terra traduz;
Um futuro que vemos ditoso,
Neste anseio de paz e de luz.
Terra fagueira de feitos imortais,
Deixa que eu cante tua glória, ó! Querida;
Quando não possa defender-te pelas letras,
Por ti darei o meu sangue e minha vida.
No fulgor do teu céu luminoso,
Barreirinha, minha terra traduz;
Um futuro que vemos ditoso,
Neste anseio de paz e de luz.